Snow Patrol Brasil » Entrevista: Tired Pony para Contact Music
jun,
19
2014
Entrevista: Tired Pony para Contact Music

Dia 12 de junho, o Tired Pony tocou no Bushmills live, como já sabemos. E Gary Lightbody e Peter Buck conversaram com o Contact Music. Dentre outras coisas, falaram sobre um próximo disco do TP, o novo do Snow Patrol e algumas coisas meio sem sentido…

Segue uma tradução (tosca) e quem preferir, pode ler a entrevista original aqui.

Por Alex Wignall

Envolvido em uma conversa surreal sobre canais americanos de espionagem e os Illuminati, Contact Music conversou com Gary Lightbody e Peter Buck do Tired Pony antes da sua apresentação à tarde, no Bushmills Live. O que ficamos sabendo? Podemos esperar pelo terceiro álbum do Tired Pony, malabarismos e mágicas nos seus shows e um “grande” álbum do Snow Patrol, que quer alcançar “os confins do universo” no ano que vem. Peter Buck: você já sintonizou em um desses canais espiões, os que só vão X 31?

Gary Lightbody: não, não sintonizei.

PB: “Figtree”… Quer dizer, tem canais como esse por aí e ninguém sabe o que eles são. Tem um monte deles, todo mundo supõe que é uma coisa de comunicação do governo, que é pra espiões mas…

GL: É incrível que eles fiquem “rodando” constantemente. Você não iria querer sintonizar tarde e ter o final errado de uma informação.

PB: Eu acho q ele deve estar num “loop”.

GL: Verdade. PB: Foi de onde o Wilko tirou seu nome, porque tem uma teoria da conspiração sobre os Illuminati ou alguma m*rda assim. Eu não sei, eu poderia estar errado. Não diga que eu falei Illuminati, se eles existem, vão vir atrás de mim e me pegar e talvez trocar meus euros por dólares ou algo assim, o que quer que seja que os Illuminati devam fazer. De todo jeito, você pode fazer a entrevista sem essa coisa de Illuminati, eu acho.

GL: Vamos falar sobre nossa próxima banda, f*da-se Illuminati.

Contact Music: Como vocês estão se sentindo sobre de tocar em Bushmills?

PB: Ótimo, o lugar é realmente legal. Não sei se foi feito pra música, mas a banda soou ótima lá. No palco foi muito bom, o lugar é bonito, tem um tamanho realmente bom. Você pode meio que sentir o cheiro do lúpulo – isso é legal.

CM: Então sua passagem de som estava soando bem?

PB: Ah, sim, soou bonito.

GL: É, foi ótimo.

tp bushmillsCM: Então Bushmills é um lugar legal. Vocês já tocaram em algum lugar parecido com esse?

GL: Bom, o Snow Patrol tocou no primeiro festival há 2 anos, mas tocamos num outro espaço, então nos mudamos pra um lugar menor dessa vez. Mas eu nunca tinha tocado numa destilaria antes.

PB: Eu nunca toquei numa destilaria antes. Na verdade, já toquei num lugar chamado A Destilaria, mas não era como aqui, era pequeno.

CM: Qual foi o lugar mais legal onde já tocaram? Ou o mais estranho?

PB: Eu fico muito animado quando vejo a programação da turnê, para ver se vou tocar num lugar ou numa cidade onde nunca estive. Então, mesmo que o show tenha sido meio confuso, nós tocamos num cemitério em Los Angeles. Estávamos todos curtindo a ideia de que aquilo era um cemitério, estavam enterrando pessoas 3 horas antes do show.

GL: Snow Patrol tocou em Byblos, no Líbano, na parte da cidadela construída durante as cruzadas. Byblos é a cidade mais antiga do mundo a estar continuamente habitada. Ela é habitada desde os Fenícios, então são 6000 anos atrás, todo o tempo. Obviamente existem cidades mais antigas, mas não habitadas continuamente. Assim, os restos de tantas civilizações diferentes estavam lá, e bem no final dela, onde a terra encontra o oceano tinha um palco virado para o mar e em seguida, uma área como uma arquibancada, onde a multidão ficou. Havia cerca de 7000 pessoas. (repare nos conhecimentos do rapaz)

PB: Como se estivesse sobre a água?

GL: Como se estivesse equilibrada sobre as rochas.

PB: Isso é muito legal.

GL: Foi muito f*da. Quando você vai tocar no Oriente Médio há uma grande quantidade de expatriados, pessoas da Ásia e da América, não há muita gente do Oriente Médio. Enquanto que, quando tocamos no Líbano, todos eram libaneses, todo mundo na plateia era do Oriente Médio e a gente estava meio que … parecia que éramos parte de uma cultura. Ao invés de uma espécie de evento multicultural a gente realmente se sentia tocando no Oriente Médio. Então esse show foi f*da demais.

CM: O que as pessoas podem esperar de uma apresentação ao vivo do Tired Pony?

PB: Bom, cada uma é um pouco diferente…

GL: As pessoas se surpreenderão com a quantidade de malabarismos . Isso é certo.

PB: É, estamos trabalhando nisso.

GL: É, mágica de perto.

PB: Nós fizemos umas 5 apresentações ao vivo e uns 4 programas de tv e não conseguimos reunir o mesmo grupo em nenhum deles. Portanto, esse é mais um. Estamos no espaço acústico, por isso não tocarei guitarra elétrica, o que é bom, porque soa muito bem. Tocamos no Barbican ano passado, era maior e mais cheio e de certo modo, majestoso. Não tenho certeza se tivemos sinos tubulares, mas se não tivemos, foi a única coisa que faltou. Foi grande. Este é um pouco menor; será um pouco mais focado mas soa muito bem com a interação dos instrumentos. Eu posso sentir mais a emoção das canções quando tem menos de tudo. Num certo ponto você olha ao redor e fica “Oh, tem 4 de nós tocando guitarra elétrica”. Essa é uma versão simplificada, isso deixa as canções respirarem.

GL: É simplificada, mas tem 12 pessoas no palco.

PB: É, simplificada pra gente.

CM: Tem 7 caras na banda, o quanto é difícil para todos encontrarem tempo pra trabalhar nas coisas do Tired Pony? Devemos esperar futuros lançamentos do Tired Pony?

GL: Sim, eu espero.

PB: Sim, é algo que definitivamente todos queremos fazer. Todos temos outras coisas; Gary tem o Snow Patrol chegando, eu estou fazendo uma tonelada de coisas, Scott McCoughey e Richard e Iain, todos na banda estão ocupados diariamente. Mas tudo que realmente temos que fazer é, 6 meses antes do tempo, começar a mandar e-mails dizendo “fevereiro parece muito bom”. Aí simplesmente fazemos um buraco na nossa programação.

CM: Então deve haver um terceiro álbum do Tired Pony?

GL: Haverá um terceiro, com certeza. Não quero pensar além disso, porque quem sabe quando o terceiro vai sair? Mas definitivamente haverá um terceiro e será, se o Snow Patrol lançar um novo álbum no próximo ano e provavelmente faremos e depois sair em turnê por , sei lá, um ou dois anos – seria 2017. Portanto, ha que se esperar um tempo até o próximo álbum do Tired Pony.

PB: Mas tem bastante coisa nossa chegando. Scott McCoughey está lançando material novo, um conjunto de 5 vinis. Então, se você está procurando por Tired Pony, você tem Scott, do Tired Pony, que fez o álbum mais insano de todos os tempos. Literalmente.

CM: Então Gary, você começou a escrever para o novo álbum do Snow Patrol?

GL: Estou escrevendo no momento. Esperamos gravar antes do fim desse ano, mas deve sair no próximo ano. Aconteça o que acontecer, seja o álbum finalizado no fim desse ano ou no começo do próximo, ainda assim será lançado no meio do ano que vem, é o que estou esperando.

CM: Que direção você quer tomar com esse novo álbum do Snow Patrol?

GL: Grande. Um disco do c**alho! Grande, arrojado, bonito pra c**alho, alcançando os confins do universo. Eu quero fazer um disco de rock gigante, do c**alho e ficar lá e cantar de verdade. Eu quero alegria, quero pura alegria, em tudo o que eu faço, de agora até o resto da minha vida. Não vou perder meu tempo com mais nada.

CM: Houve um rumor louco de que você trabalharia com Taylor Swift novamente. É só um rumor?

GL: É só um rumor louco. Eu trabalhei um pouco no último disco dela mas não recebi o chamado dessa vez. Então não, eu não. Ela está trabalhando com Max Martin nesse disco, eu acho, quase que exclusivamente. É por isso que ele ganha muito dinheiro, você sabe, ele esta trabalhando com todo mundo.

CM: Quem vocês querem ver no Bushmills?

GL: James Vincent McMorrow, sou um grande fã dele. Vi a passagem de som dele, foi incrível. David C. Clements, incrível, Luke Sital Singh, nossa, todos eles são caras com três nomes. É, o que é isso com os caras que tem três nomes? Eles são instantaneamente melhores porque tem três nomes.

PB: É uma coisa sulista. É sempre algo como Bubba Lee ou alguma coisa assim. No sul, ter três nomes significa que você mora num edifício com rodas embaixo, você sabia?

CM: Quais seus planos após o show?

PB: Meus filhos estão vindo de Dublin amanhã, então vou ficar por aqui um pouco, para sair e depois vou dirigir pra Dublin. Depois vou tentar finalizar três discos ao mesmo tempo e escrever um outro. Poderia trabalhar todos os dias do verão se eu quisesse. Mas vou tirar um ou dois dias de folga.


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