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out,
13
2012
[Entrevista] Snow Patrol celebra volta ao Brasil e tocaria até para fãs de Celine Dion

Entre indie e pop, banda norte-irlandesa começa turnê pelo Rio nesta terça. Vocalista fala ao G1 da criação dos hits ‘Chasing cars’ e ‘Open your eyes’.
Após shows em festivais brasileiros em 2010 e 2011, chegou a hora de o Snow Patrol retornar para sua primeira turnê brasileira. Desta vez longe do line-up de eventos, a banda norte-irlandesa se apresenta no Rio nesta terça-feira (9). Depois, segue para São Paulo (10) e Belo Horizonte (11).
“No Reino Unido, somos tipo uma grande banda de música pop. Mas no Brasil, sei que não somos tão grandes”, reconhece o vocalista Gary Lightbody, em entrevista por telefone ao G1, direto de Sydney, na Austrália. Ele conta como saíram de sua cabeça dois dos maiores hits da banda (“Chasing Cars” e “Open Your Eyes”) e garante que é impossível fazer de novo uma música parecida com essas. “É sério, bem que gostaria. Você pode perguntar para qualquer cientista e eles te dirão que é muito difícil criar clones”, brinca.
Lightbody também comenta sua predileção pelo rock galês (“o Super Furry Animals explorou todas as possibilidades”) e norte-irlandês (“Belfast tem uma grande cena de rock, como Glasgow era há dez anos”). Veja abaixo os melhores trechos do bate-papo:

G1 – Das últimas vezes, vocês tocaram em festivais [Natura Nós e Rock in Rio] e agora voltam com shows da turnê própria. Quais as diferenças?
Gary Lightbody – Se você for, não vai ver tantas bandas tocando… [risos] O que acontece é que temos mais tempo para tocar, ficamos mais livres. O show é só nosso, podemos contar com estrutura de palco. Nos festivais, fazemos um showzinho, agora faremos um showzão. Poderemos mostrar tudo o que temos.

G1 – Você já disse que o Super Furry Animals [grupo galês] é o Beatles da sua geração. O que quis dizer com isso?
Gary Lightbody – Os Beatles ousaram com todo tipo de tecnologia. O Super Furry Animals fez algo parecido em nossa geração. Eles exploraram todas as possibilidades. Mesmo que não tenham composto tantas canções pop, as músicas são ótimas. Eles foram mais para a experimentação. Aventuraram-se. Mas, claro, nenhuma banda é comparável aos Beatles. Há até alguns que comparam Rolling Stones e Beatles, mas só podem estar loucos.

G1 – Você escreve canções bem pop. Quando compõe, quais seus objetivos?
Gary Lightbody – Eu me sento com a guitarra, penso em uma melodia… E então escrevo uma letra que encaixe. Não é algo científico. Geralmente, procuro algo que seja melódico, que possam cantarolar, que seja honesto. Por mais que ousemos, ainda queremos ser bem melódicos. Não quero que seja experimental além da conta. Tem que ter certa simplicidade. Quero escrever uma música que as pessoas queiram ouvir.

G1 – Como fazer para não ficar preso na tentativa de fazer uma ‘Open your eyes’ 2 ou uma ‘Chasing cars’ 2? É algo que passa pela sua cabeça?
Gary Lightbody – É impossível escrever uma nova “Chasing Cars”. É sério, eu bem que gostaria. [risos] Você pode perguntar para qualquer cientista e eles te dirão que é muito difícil criar clones… Eles estão nisso há anos. Você não pode ficar fazendo a mesma coisa várias e várias vezes, esperando o mesmo resultado. Fazer música pop não é tão fácil, não é como usar uma fórmula. Por mais que às vezes digam o contrário, não é assim. Não teria o menor sentido escrever algo igual a “Chasing cars” , “Open your eyes”… Eu não sei fazer isso. E quem sabe fazer isso é um puta gênio. Não sei o quanto você entendeu do que eu falei. já passa da meia-noite aqui e eu estou com um jet lag horrível.

G1 – Nos shows no Brasil, vi dois tipos de fãs do Snow Patrol. Há os que gostam de indie rock – ouvem Franz Ferdinand, Strokes… E outros fãs de pop, que possivelmente conheceram hits em idas a boates – curtem DJs, pop dançante…
Gary Lightbody – Eu gosto desses dois tipos de fãs, porque no Reino Unido e Irlanda não somos tão fortes como banda indie rock. Lá, somos tipo uma grande banda de música pop. Mas no Brasil, sei que não somos tão grandes, então aparecem esses tipos diferentes de fãs. Quanto mais, melhor. Passamos dez anos das nossas vidas, de 1994 a 2004, nos esforçando para isso. Tocamos para 20 a 30 pessoas, todas as noites, sem ter hit algum. Então, viajar o mundo, meu Deus… É um sonho. Tocar no Brasil, para quem quer que fosse, já seria incrível. Então, para mim tanto faz se quem gosta da gente é fã de Strokes, de pop dançante ou de Celine Dion. Se eles forem aos nossos shows, vamos tocar um puta de um rock n’ roll e vamos nos divertir.

G1 – Para você, qual o melhor cantor ou banda da Irlanda do Norte?
Gary Lightbody – The Undertones, The Undertones com certeza. “Teenage kicks” deveria ser o hino nacional da Irlanda do Norte. Mas acho que nunca será… [risos] Se tiver que escolher só um cantor-compositor, ficaria com o Van Morrison. Ele é o melhor. Outra coisa legal é que há centenas de bandas novas boas vindas da Irlanda do Norte, como o Two Door Cinema Club. Essas bandas vão estourar nos próximos meses. Belfast tem uma grande cena de rock, como Glasgow era há dez anos.

G1 – E vocês se consideram uma banda norte-irlandesa ou escocesa?
Gary Lightbody – Norte-irlandesa. Viemos de lá, quatro membros do grupo são de lá. Nos conhecemos na Escócia, temos dois músicos que nasceram no país. Mas somos da Irlanda do Norte, mesmo que os escoceses pensem que somos uma banda escocesa. Amamos a Escócia, mas somos norte-irlandeses.

G1 Música


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