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out,
13
2012
[Resenha] Snow Patrol leva carisma e energia para show na Barra

Apesar do baixo número de pessoas presentes, a banda fez um show especial e marcante, não decepcionando nenhum um pouco os fãs presentes. O Snow Patrol é aquele grupo que merece ter todos os seus álbuns ouvidos.
Nessa terça-feira (9), o público que chegava aos poucos ao Citibank Hall RJ encontrava a casa de shows um tanto que vazia em relação as outras apresentações que ali passaram, mas o Snow Patrol ao subir no palco encontrou uma platéia calorosa e cheia de expectativa, e assim retribuiu com canções brilhantes em uma performance de qualidade, em voz, som e carisma. Isso mesmo: carisma. Há bandas que possuem muitos fãs, e lotam quaisquer que sejam os espaços, mas não é qualquer grupo que consegue manter o público empolgado do início ao fim. As pessoas pareciam hipnotizadas e cantaram as músicas junto ao vocalista Gary Lightbody e a apresentação teve um ar de proximidade e confortabilidade, todos pareciam conectados com a energia que a banda cintilava no ambiente.
Talvez a maioria dos brasileiros não conheçam tanto o Snow Patrol e esse fato possa ser uma das explicações pela baixa procura de ingressos. Temos que levar em consideração também que um show no meio da semana, começando com mais de 30 minutos de atraso já esperados, não chamaria tanto as pessoas como num fim de semana. A banda possui aproximadamente quatro álbuns em sua bagagem mas apenas uma música realmente foi popularizada massivamente no nosso país: “Open Your Eyes”, que serviu inclusive como trilha sonora de uma edição do Big Brother Brasil em 2007. A música abriu as portas do sucesso e as pessoas enfim conheceriam o grupo que já se consagrava no exterior com a turnê Final Straw e até mesmo foram bandas de abertura para os shows de U2, na Vertigo Tour.
Além disso, o recente álbum Fallen Empires que marca uma nova direção musical da banda, talvez não tenha atraído tanto os brasileiros como o Eyes Open há 4 anos atrás. De qualquer forma, o Snow Patrol com suas letras emocionais e delicadas trouxe à casa de shows Citibank um público um tanto que democrático, é de certo que suas canções atingem entre pré adolescentes, jovens na faixa dos 20 anos, e muitos adultos maduros, todos fiéis ao grupo, que vibraram com a apresentação e reconheciam cada música apresentada.
A primeira canção tocada foi “Hands Open”, e começou injetando uma boa dose de animação à platéia, logo em seguida o vocalista pediu para que todos levantassem as mãos ao alto e “Take Back The City” teve início arrancando um coro que cantou ao fundo até o fim da música. Os trechos de “I love this city tonight, I love this city always (Eu amo essa cidade essa noite, eu amo essa cidade sempre)” definia como a banda estava se sentindo com um público tão receptivo.
Em “Crack The shutters” Gary Lightbody cantou coberto por uma bandeira do Brasil, e alguns fãs se emocionaram com o gesto afetuoso. Logo entrou “This Isn’t Everything You Are” uma das músicas tão esperadas e que está presente no recente Fallen Empires. Nesse momento os fãs gritavam com a canção e balançavam os corações de papel que possuía um desenho de cristal de gelo no meio, representando o nome da banda.
No intervalo para a próxima música, o irreverente vocalista Gary avistou um fã de óculos perto do palco e brincou com ele, dizendo que se o rapaz sorrisse assim todos os dias ele adoraria. Então ele completou: “Não que eu esteja tentando pegá-lo… Talvez,” a platéia caiu em risos e a banda também.
A música “Run” veio em seguida e também era uma canções esperadas. Quando a música chegava ao fim, o público ainda cantava, então Gary parou, sorriu e deixou a platéia finalizar a canção. “In The End” começou febrilmente e a empolgação foi tamanha que o vocalista se jogou no público e foi afogado por milhares de mãos que o apalpavam. Ele não pareceu nenhum pouco incomodado e saiu de lá por si só rindo e dizendo “as mãos de vocês estavam por todo o lugar … eu me senti bem com isso”, e toda essa interação despretenciosa e contente com o público só os deixava mais “apaixonados” pela banda.
A canção “New York” de arranjos mais melódicos, trouxe calmaria a efusão de emoções. Durante o trecho “Come on, come out, come here (Venha, venha, venha aqui)” as mãos de quem estava perto do palco se esticavam em direção a banda e muitos ali cantavam de olhos fechados se deixando levar pela música como se quisesse alcançar alguma coisa que na verdade, era apenas sentida.
Gart Lightbody mencionou os cupcakes que a banda havia ganhado de presente de uma fã na platéia, agradeceu e disse que estavam deliciosos, dedicando logo em seguida a música “Chocolate” para a menina dona dos cupcakes.
“Chasing Cars” é uma das canções marcantes da banda, fez sucesso na série Grey’s Anatomy e encheu o público de euforia novamente até a música “Called Out In The Dark”. “Fallen Empires” representou o descanso, apesar de ser uma canção agitada, o público não se mostrou muito familiarizado, a energia foi guardada e canalizada para a consagrada “Open Your Eyes” que mais uma vez arrancou gritos e um coro que cantou a letra do início ao fim.
O fim do show se aproximava mas as pessoas pareciam ter perdido a noção do tempo. “You’re All I Have” foi recebida pela banda com doces que a platéia jogava no palco. Nisso Gary brincou: “Vocês jogam doces no palco porque querem dizer que estou magro demais?!”. A belíssima “Lifening” foi dedicada ao seus amigos, sua terra natal, e ao seu pai, e por fim “Just Say Yes” apesar dos erros técnicos no aúdio, algo que se repetiu desde o penúltimo show da banda Roxette, não estragou em nada a despedida de uma público que estava ali ou porque já amava banda, ou acabara de conhecer melhor, como eu, e com certeza saíria do Citibank se tornando um fã.

Cult Magazine


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