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set,
22
2011
Com fôlego renovado, Snow Patrol promete show vibrante no Rock in Rio

Quando o Snow Patrol tocou pela primeira vez no Brasil, em outubro do ano passado, em São Paulo, após longos quinze anos do surgimento da banda, a crítica musical brasileira foi unânime: os britânicos, por mais que esboçassem um contato mais próximo com o público, brincando que tomaram caipirinhas e gritando o tempo todo “e aí, galera!”, estavam nitidamente cansados, em clima de final de turnê.
Até certo ponto compreensível, afinal, foram dois exaustivos anos de shows desde o álbum A Hundred Million Suns – neste período eles ainda lançaram a coletânea Up To Now. “Nós tocamos por muito tempo, e confesso que foi bastante cansativo. Não é que estávamos cansados, mas qualquer banda que toca dois anos na mesma turnê, praticamente, sente o peso, e precisa de um tempo, de um break”, explica o baterista Jonny Quinn, em entrevista exclusiva, por telefone, de Londres, ao MSN Entretenimento.
Atração do segundo dia do palco Mundo do Rock in Rio, antes do Red Hot Chili Peppers, que fecha as apresentações de sábado, Quinn promete agora, sem meias palavras, um show com mais atitude. “Pedimos desculpas por demorar tanto tempo para chegar ao Rio de Janeiro, estamos muito ansiosos, nós vamos mostrar um show que esperamos realmente que seja inesquecível para vocês”, afirmou.
E para fazer um show com mais atitude, o Snow Patrol está com o fôlego renovado. Após uma breve pausa para recarregar as baterias da exaustiva turnê passada, está saindo do forno o sexto trabalho da banda britânica, Fallen Empires, com lançamento previsto para o início de 2012. Mas desde o início do mês que o single “Called Out In The Dark” está nas paradas. Já ganhou, inclusive, um clipe no qual o vocalista Gary Lighbody incomoda veementemente a diretora da gravação, que tenta orientar um outro cantor e dançarinos, enlouquecendo a todos dentro do set de filmagem.
“Gary teve a ideia, ele queria fazer algo diferente e engraçado. Procuramos diferentes coreógrafos, e ensaiamos exaustivamente para que tudo saísse perfeitamente. Era algo que nunca tinha sido feito, algo despojado. Foi, digamos, algo arriscado, mas que funcionou, a recepção do público, das pessoas, foi muito boa”, lembrou o baterista.
“Vamos tocar ‘Called Out In The Dark’ no show, além de outras faixas que ainda não posso dizer que estarão no Fallen Empires. Mas claro que tocaremos também músicas antigas, em festivais como este não podemos deixar músicas de Eyes Open de fora, tocaremos nossos grandes sucessos, todos eles, podem ter certeza”, completou, sem dizer mais detalhes sobre o setlist, nem se “desperdiçará” o megahit “Open Your Eyes” logo na abertura do show, a exemplo do que foi a apresentação do ano passado. “Ainda não decidimos a ordem das canções.”
O certo é que, além de “Open Your Eyes”, outros sucessos devem estar presentes na apresentação do próximo sábado, como “Chasing Cars” e “Run”. Esta é a segunda vez que o Snow Patrol participa do Rock in Rio. Também em 2010, os britânicos participaram da edição de Lisboa do festival. Jonny Quinn tem exata noção de que na Cidade do Rock o público será maior e mais vibrante. “Vai ser uma multidão incrível. Serão o quê, umas 100 mil pessoas, certo?”, pergunta. “Exatamente”, a reportagem responde.
“Eu acredito que [no festival londrino de] Highpark foi parecido, não tenho certeza. É algo que vamos ter muito orgulho de fazer, até porque não é todo dia que a gente toca para tanta gente. É algo muito apaixonante para quem vive disso. Com o público pequeno é tudo mais rápido, mais intimista, todas aquelas pessoas estão ali para te ver. Sabemos que a responsabilidade será grande. Tivemos a oportunidade de abrir shows para o U2 e Coldplay também, e isso nos ajudou a ter essa dimensão maior”, completou.

Pitada brasileira
Em cada país por onde passa, o Snow Patrol sai a procura de alguma cantora “emprestada” para uma singela participação na canção “Set The Fire To The Third Bar”, cuja voz original é da canadense Martha Wainwright. Com esta “dependência” de uma voz feminina para a sua execução, eis que subirá ao palco mundo, em algum momento da noite de sábado, ela, Mariana Aydar, da MPB, passeando pelas guitarras de rock psicodélico, como a própria prefere se autodefinir (ela está lançando seu terceiro trabalho, Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo).
“Em cada país para o qual viajamos, perguntamos para artistas e produtores locais, e pedimos sugestões sobre quem poderia nos ajudar, e nos foi sugerido o nome dela. Achamos a voz dela ótima, muito doce. Entramos em contato, ela topou, foi super simpática e espero que esse mesmo bom entendimento inicial possa se traduzir ao palco na hora do show”, disse Quinn.
No final da entrevista, veio a pergunta: tudo bem, o público espera mesmo que o show seja mais vibrante, com um setlist mais bem pensado etc, etc. Mas…e as caipirinhas? E a diversão? Jonny Quinn solta uma risada antes de responder: “Ainda temos que ir para Buenos Aires, né? [Tocam na capital argentina no dia 28]. Acredito que vá ser uma correria, não sei se teremos muito chance para nos divertirmos, mas na medida do possível queremos tentar fazer alguma coisa, sim, e além das caipirinhas, queremos passear pela cidade, dizem que o Rio de janeiro é muito bonito”.

MSN


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