Snow Patrol Brasil » Gary para a “Q the Music” – semana 18
out,
13
2009
Gary para a “Q the Music” – semana 18

Andando por Portland hoje (dia de folga hoje e show amanhã) eu tive 2 companhias. Na primeira metade, nosso tecladista e uma ótima pessoa Tom Simpson passou as primeiras 3 horas me acompanhando e me fazendo rir. Nas 3 horas seguintes de um dia de maratona de caminhada, o iPod entrou em ação e Sarah Assbring, conhecida como El Perro Del Mar (significa cachorro do mar, mas não tenho certeza a que isso se refere. Mal pesquisado, você diz? Como sempre, eu digo) e eu passamos 3 encantadoras horas juntos.
Seu mais recente trabalho “Love is Not Pop” não me é tão familiar, já que acabei de botar minhas mãos nele, mas é adorável. Porém, seus dois primeiros álbuns se tornaram comida musical para mim e preciso deles 3 vezes por dia, pelo menos. Faço lanche deles, também. Mergulhando em músicas como “Dog and God Knows (You Gotta Give to Get)” do álbum de estréia que leva seu nome, e a simples e maravilhosa “How Did We Forget” do álbum seguinte, lançado no ano passado, “From The Valley to the Stars”, com o mantra de matar “é fácil, querido… tornar difícil”.
É uma música da alma em sua inspiração, com uma pegada escandinava (já que ela é sueca e tudo o mais). Claro, é meio assombrada, mas de certa forma ela estranhamente te bota pra cima. Tendo passado o dia (de certo modo) com ela de novo, posso afirmar que, de fato, é uma música muito espiritual, já que me sinto mais esperançoso do que hoje pela manhã, apesar de hoje de manhã eu estar com uma ressaca absurda e uma boa dose de frescurite aguda. Músicas um pouco tristes geralmente têm esse efeito em mim, seja por subconscientemente saber que outra pessoa também passa por isso, ou simplesmente por eu mudar o sentido das coisas. Tristeza transformada em alegria para se chafurdar um pouco. Boa para quando você está sozinho, como estive hoje, mas definitivamente não o tipo de música para ir à luta. Sim, ainda é Rage Against The Machine pra isso, mas hoje não foi preciso lutar; quem sabe o que o amanhã trará, mas passei todos os dias de minha vida sem precisar dar um soco, então não tenho dúvidas de que não será necessário tirar o pó do CD do Rage por enquanto. Mais uma vez vou recorrer a El Perro Del Mar.
Ela tem alguma coisa, isso é certo. Algo que não vou descobrir tão cedo, ou nunca. Mas por mim, tudo bem. Não preciso explorar isso. Ela pode cantar a frase “venha pra cá, querido, há uma festa rolando” (“Party” do álbum de estréia) e fazer parecer que é uma armadilha e se o querido fosse pra lá, ele iria sair dentro de um baú pela porta de trás. Bem, pedaços dele sairiam. E é nisso que ela tem algo que não tenho visto muito na música: perigo. Amor no fio da faca. A música “I Can’t Talk About it” soa como um “Spector Wall of Sound” sem dúvidas, fazendo sinal de positivo, e a letra é sobre ela vivendo a vida por conta própria e “ela não pode falar sobre isso”. Há um universo de dor nessas palavras e ainda assim a música te faz balançar os quadris. Dessa forma, ela cria uma guerra entre mente e corpo e lança uma mágica sobre você, que você nem se dá conta até que esteja nessa guerra consigo mesmo. Quando em “This Loneliness” ela canta “essa solidão não é mais bonita, apenas tomou o lugar de um amigo”, você não sabe pra onde olhar.
A melhor música confunde tanto quanto agrada e isso é fascinante de todas as maneiras possíveis. Num mundo perfeito imagino, em longas caminhadas comigo mesmo, que ela é uma grande estrela. Espero que ela também seja no mundo real logo, logo.
Até a próxima semana.
Muito amor, g.x

MySpace de El Perro Del Mar

Q the Music

  • 14.10.2009 às 08:47 | Diana:

    hahaha o Gary é muito bobo, eu morro de rir com oq ele escreve, e adoroooooooooo vim aqui pq sempre tem coisas novas pra ler, valeu Gaby ..o blog ta lindo 🙂

  • 15.10.2009 às 00:31 | lila cintra:

    Pode ate ser bobagem ,o que Gary escrever pra mim parece poesia. Coisa de fã.


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