Snow Patrol Brasil » Gary para a “Q the Music” – semana 17
set,
30
2009
Gary para a “Q the Music” – semana 17

Parei de escrever essa coluna por algumas semanas quando as coisas, por um motivo ou por outro, ficaram meio caóticas. Abuso de drogas, você diz? Claro, por que não? Bem, estou de volta. E para a alegria de todos, tenho certeza. Ou, sei lá, para darem de ombros.
Não quero que esse artigo seja de modo algum bairrista, mas as últimas duas bandas/artista foram irlandesas: Dublin e Belfast e, me bata com uma cópia enrolada do TV Times, mas essa semana vou de irlandês de novo, uma banda de Lurgan, no condado de Armagh. Na próxima semana abro minhas asas e vôo a algum lugar fora da Irlanda, mas, afinal de contas, é o 250º aniversário da cerveja Guinness (evento que está sendo celebrado nos EUA, onde estamos agora, tanto quanto seria celebrado em casa. Bem, talvez não com tantos bêbados, mas pelo menos os cartazes estão nas ruas). Então vamos a Lurgan e Cat Malojian.
Em outro artigo desses, há um tempo atrás, eu elogiei a profundidade, estranheza e esplendor da nova cena musical da Irlanda do Norte, e nada é mais estranho e esplêndido do que Cat Malojian (o nome vem de uma velha exclamação que o tio de Steve gritava quando o irritavam). São dois caras, Stevie Scullion e Jonathan Toman, um na guitarra e outro geralmente no banjo, e eles fazem um som que parece que vem bem longe das costas cinzentas e gélidas da Irlanda do Norte. Parece mais que expira do ensolarado e preguiçoso Laurel Canyon, na Califórnia. É uma música que aquece o coração e te catapulta a um aconchego que a Irlanda do Norte (Deus abençoe as meias de algodão) nunca soube que pudesse inspirar.
O novo álbum “The Dawn Chorus” é uma maravilha mágica, tenra e divertida que vai a lugares de modo a fazer sua vida melhor. Pegue “Alphabet Song“, por exemplo. Ela é boba e maravilhosa, pop e country, infantil e endiabrada. Tantas coisas diferentes, mas a única coisa que importa é que é incrível, e tente tirar o sorriso do meu rosto quanto a escuto. Um desafio, você pergunta? Não, não tente tirar o sorriso do meu rosto. Vamos manter as coisas amigáveis.
A penúltima música, que leva o nome do álbum, é a jornada de um pioneiro do Leste a Oeste dos EUA, e é gigantesca sem nem mesmo tentar o ser. É sem esforço, mas é um tesouro auditivo disfarçado que você irá ouvir o ano todo. Os 8 minutos passam tão rápido que a primeira coisa que fiz quando ela acabou foi botar pra tocar de novo. Nem muitas músicas de 8 minutos me fizeram fazer isso. Poucas. Não muitas. “Cortez The Killer”, de Neil Young, foi uma delas.
É um belo álbum de uma dupla que espero que dure. Eles lançam em seu próprio selo Bad Paw e merecem elogios por brigarem nessa guerra boa por conta própria. Mas mais do que a garra, o mais importante é a música espetacular que eles fazem. E é espetacular mesmo. Mas apoiem os selos pequenos, pelo amor de tudo que é mais sagrado, e comprem o álbum, se quiserem. Abençoados sejam.
Até a próxima semana cheia de amor,
g.x

Veja o vídeo de “We’re Alright”:

Q the Music


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